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Final Fantasy Resonance não é port nem remake de gacha encerrado

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Final Fantasy Resonance chamou atenção desde o anúncio por um motivo bem específico: o jogo é baseado em Final Fantasy Brave Exvius, RPG mobile lançado em 2015 e encerrado em 2025 após uma longa trajetória.

Por causa disso, muitos fãs ficaram com uma dúvida imediata: afinal, Final Fantasy Resonance é apenas um port ou remake do antigo jogo gacha?

Segundo informações destacadas pela Push Square, a resposta é não. Uma prévia exclusiva da IGN confirmou que o novo RPG da Square Enix não é um port, nem um remake direto do jogo mobile.

A proposta é tratar Final Fantasy Resonance como uma reimaginação completa, construída sobre algumas bases de Brave Exvius, mas refeita para funcionar como um RPG completo de console.

Final Fantasy Resonance não é port nem remake

O ponto principal da matéria é justamente esse: Final Fantasy Resonance não deve ser visto como uma simples conversão de Brave Exvius para consoles.

Mesmo usando personagens, mundo e fundamentos do antigo RPG mobile, o projeto foi reconstruído para uma nova proposta. A Push Square descreve o jogo como uma reimaginação completa, feita a partir de algumas ideias do original.

Isso é importante porque muita gente ficou desconfiada ao descobrir a ligação com um jogo gacha encerrado.

Mas, pelo que foi explicado, a Square Enix quer afastar a ideia de que está apenas reaproveitando um mobile antigo com uma nova camada visual.

Sem gacha, sem microtransações e sem live service

Outro detalhe importante é que Final Fantasy Resonance não terá microtransações nem elementos live service.

Segundo a Push Square, trata-se de um jogo completo de console, feito do zero para essa nova versão em HD-2D.

Isso muda bastante a percepção sobre o projeto. Brave Exvius nasceu como um RPG mobile com estrutura gacha, mas Resonance parece seguir outro caminho: uma aventura premium, fechada e focada na experiência tradicional de RPG.

Para fãs que estavam preocupados com monetização agressiva, essa é provavelmente a informação mais importante da matéria.

O primeiro Final Fantasy em HD-2D

Final Fantasy Resonance também marca um momento curioso para a franquia: é o primeiro título de Final Fantasy feito no estilo HD-2D.

Esse visual mistura sprites em pixel art com cenários 3D, iluminação moderna, profundidade e efeitos cinematográficos. É uma estética muito associada a jogos como Octopath Traveler e outros RPGs recentes da Square Enix.

Para uma série que passou anos apostando em gráficos cada vez mais realistas, ver Final Fantasy voltar a uma linguagem mais clássica pode agradar bastante quem sente falta da era dos RPGs por turnos.

Combate será por turnos

Outro ponto que animou parte dos fãs é o retorno do combate por turnos.

Nos últimos anos, Final Fantasy caminhou muito para ação em tempo real, especialmente em jogos como Final Fantasy XV e Final Fantasy XVI.

Final Fantasy Resonance aposta em uma estrutura mais tradicional, com batalhas por turnos, estratégia, fraquezas elementais e personagens clássicos da série aparecendo como suporte.

Essa mudança pode fazer o jogo chamar atenção de quem queria um Final Fantasy mais próximo das raízes.

Personagens clássicos aparecem como Visions

Um dos sistemas mais chamativos do jogo envolve as chamadas Visions.

Essas Visions permitem invocar personagens famosos de Final Fantasy durante os combates. A Push Square cita Cloud, de Final Fantasy VII, como exemplo.

Ele não substitui o conjunto de golpes dos personagens principais, mas adiciona novas possibilidades ao sistema de batalha.

No caso de Cloud, a matéria menciona ataques físicos e de trovão, que podem ajudar a enfraquecer inimigos e abrir espaço para vantagens táticas.

Enfraquecer inimigos pode render turno extra

O combate também terá uma mecânica de recompensa ao explorar fraquezas dos inimigos.

Segundo a Push Square, se o jogador conseguir debilitar o oponente corretamente, poderá ganhar um turno extra.

Isso dá mais profundidade às batalhas, porque não basta apenas atacar. Será necessário entender elementos, montar boas combinações e usar as Visions no momento certo.

Esse tipo de sistema combina bem com RPGs por turnos, onde cada decisão pode mudar o ritmo da luta.

Tom mais vibrante e leve

A prévia da IGN também descreve Final Fantasy Resonance como um jogo mais colorido, vibrante e até mais brincalhão do que alguns Final Fantasy recentes.

A Push Square compara esse tom com algo mais próximo de Dragon Quest, embora também levante a possibilidade de a história ficar mais sombria conforme avança.

Esse contraste pode ser interessante. O jogo pode começar com uma pegada mais leve e nostálgica, mas ainda carregar drama, mistério e elementos clássicos da série.

Ligação com Brave Exvius ainda gera dúvida

Mesmo com todas as explicações, a ligação com Final Fantasy Brave Exvius deve continuar dividindo opiniões.

Para alguns fãs, é positivo ver um jogo mobile encerrado ganhar nova vida em console, sem gacha e sem live service.

Para outros, a preocupação é que o projeto pareça reaproveitado demais, mesmo com a promessa de reimaginação completa.

A Square Enix agora precisa mostrar, na prática, que Resonance é um RPG robusto e não apenas uma tentativa de reciclar conteúdo antigo.

Lançamento acontece em outubro

Final Fantasy Resonance será lançado em 22 de outubro de 2026.

O jogo está previsto para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

A data também chama atenção porque outubro está ficando cada vez mais cheio de lançamentos. Mesmo assim, o retorno de Final Fantasy ao combate por turnos e ao estilo HD-2D pode ajudar o jogo a se destacar.

Uma chance de transformar um gacha em RPG premium

No fim, Final Fantasy Resonance parece tentar fazer algo delicado: pegar a base de um jogo mobile gacha encerrado e transformá-la em um RPG premium para consoles.

Isso pode dar muito certo se a Square Enix conseguir entregar uma campanha completa, combate estratégico, boa exploração e uma identidade própria.

Mas também existe o risco de parte do público continuar olhando para o projeto com desconfiança por causa da origem em Brave Exvius.

Por enquanto, a mensagem mais importante é clara: Final Fantasy Resonance não é um port, não é um remake direto e não terá gacha. A Square Enix quer vender o jogo como uma nova reimaginação em HD-2D para quem sente falta de um Final Fantasy mais clássico.

Fonte da notícia: Push Square.

Fonte do preview: IGN.

Fonte oficial: Final Fantasy no X.

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